Nós estamos vivendo na idade da inovação disruptiva (ou de ruptura): a idade da “Big Bang Disruption”. Na Big Bang Disruption, novos bens entram no mercado tanto melhores quanto mais baratos do que os produtos existentes desde o momento de sua criação. Este é o argumento central do livro “Big Bang Disruption: Strategy in the Age of Devastating Innovation” (A Ruptura Big Bang: Estratégia na Idade de Inovação Devastadora), produzido e lançado este ano por Paul F. Nunes e Larry Downes, ambos técnicos da Accenture.
Para os incumbentes, isto significa problema. Hoje, startups com pouca ou nenhuma experiência e capital podem desfazer sua estratégia antes que você perceba o que está acontecendo. E isto está acontecendo em quase todas as indústrias.
O que explica esta mudança radical? De acordo com os autores, tecnologias exponenciais – tais como o processador do computador, a cloud, os artefatos móveis, e redes de banda larga – estão rapidamente decrescendo custos em áreas chave dos negócios.
Rupturas Big Bang não progridem como uma “curva sino”. A curva sino é o padrão usual da adoção pelo consumidor que foi descrita pelo guru da Administração Everett Rogers. De acordo com este modelo (mostrado na Figura 1 em marrom), novos produtos ganham popularidade sequencialmente em cinco segmentos de mercado (innovattors-inovadores; early adopters-adotares prematuros; early majority-maioria prematura; late majority- maioria tardia; laggards-retardatários). Ao contrário disto, as rupturas Big Bang seguem uma “shark`s fin” (barbatana de tubarão), com uma subida quase vertical na adoção pelo mercado, e uma rápida queda de abandono do mercado, mostrada em vermelho na Figura 1. Neste sentido, há somente dois segmentos de mercado: usuários-teste e todos os outros.
As Big Bang Disrputions caminham através de quatro estágios (Figura 2), análogos à teoria do big bang do universo. O primeiro é a Singularidade (The Singularity), quando rupturas emergem de um bando de experimentos baratos e rápidos. No estágio 2, o Big Bang surge, onde tudo é súbito, incluindo sucesso e fracasso. Consumidores tanto chegam de uma vez quanto não chegam. O estágio 3 é o Big Crunch. Quando ele chega, os mercados contratam, puxando as startups e os incumbentes da mesma maneira. Aqui é tudo uma questão de “sobrevivência do mais rápido”. O estágio final é a Entropia (Entropy), onde somente os últimos sobreviverão e o resto espera “repurpose” (dar outro propósito) quaisquer dos ativos remanescentes.
À medida que os Disruptores Big Bang refazem sua indústria em ciclos cada vez mais curtos, estratégias, e, em muitos casos companhias inteiras, devem também ser refeitas. Ao transformar seus negócios, o mais valioso ativo que se pode ter é velocidade.
Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre Big Bang Disruptions, fique a vontade para nos contatar!


