Na newsletter da semana passada começamos a falar sobre a ONCASE, jovem empresa pernambucana sediada no Porto Digital, que nasceu e se estabeleceu como uma empresa de consultoria especializada em soluções de Business Analytics, Business Intelligence e Big Data.
No ano passado, a ONCASE recebeu um aporte do Fundo de Investimento em Participações CRIATEC II (fundo de venture capital criado pelo BNDES), e está passando por um processo de transformação estratégica (e organizacional) que é merecedora de um tratamento especial nesta newsletter a partir de hoje.
De uma empresa de consultoria especializada, a ONCASE está se transformando em uma empresa plataforma (ver conceito aqui, ou aqui) voltada para a oferta de produtos e serviços especializados nas áreas de Big Data, Analytics e Data Science. Seu principal mantra é o de “developing data-driven culture” (desenvolver uma cultura orientada a dados).
Como já corroboramos em capítulo de livro internacional, “data is the new oil”, um mantra já afirmado em várias oportunidades (por exemplo, ver aqui, ou aqui); e como tal, desenvolver uma cultura orientada a dados passou a ser uma necessidade básica das empresas e organizações para a garantia de sustentabilidade econômica ou conquista de diferencial competitivo.
Neste sentido, a ONCASE, consciente dos desafios da gestão de negócios na era digital, tem como crença que a entrada nessa nova era passa necessariamente pela implementação de melhorias graduais e contínuas, em forma de processos, enfrentando tais desafios de maneira adaptativa para a geração de impacto real nos negócios através de uma cultura analítica.
Sendo assim, a ONCASE tem como pressuposto a noção de “curva de maturidade no uso de dados nas organizações”, tal como sugerido por Cristopher S. Penn, em um post para a IBM. Ou seja, as empresas ou organizações se apresentam no mercado em diferentes estágios de maturidade no uso de dados. Tal como apresentado na Figura 1 à frente, as empresas podem ser identificadas a partir de cinco níveis evolutivos de maturidade no uso de dados:
- a)Data-Resistant (ou Data-Negation): O mantra deste tipo de empresa é “nós sempre fizemos dessa maneira”. Neste tipo de empresa não há coleta sistemática de dados e decisões são empíricas e individualizadas;
- b)Data-Aware (ou Data-Curious): Aqui dados são coletados sem uma estratégica clara de propósito. Não há uma arquitetura de informação orientada a dados definida. Empresas neste estágio possuem sistemas de ERP, CRMs e Relatórios operacionais. A maioria das empresas brasileiras se encontra neste nível;
- c)Data-Guided: Início de análises descritivas e exploratórias. Dados coletados com indicadores de desempenho definidos que apresentam resultados passados. Uso de sistemas de business intelligence com decisões colegiadas;
- d)Data-Savvy: Dados são coletados e enriquecidos sistematicamente, com alta qualidade das fontes de informação e processamento em alta velocidade. Geração automática de recortes para análises preditivas e prescritivas. Decisões humanas, baseadas em métricas estatísticas robustas;
- e)Data-Driven: Estado da arte na gestão orientada a dados. Dados coletados e enriquecidos sistematicamente com decisões executadas de modo automático ou semi-automático, por mecanismos de inteligência artificial com grande nível de transparência.
A ONCASE considera que nos três níveis iniciais podem ser levadas a efeito otimizações operacionais, e nos estágios seguintes entende que é onde se encontram as oportunidades de inovação data-driven (orientadas a dados).
Na próxima newsletter daremos continuidade à apresentação da ONCASE!
Se sua empresa ou organização deseja saber mais sobre os produtos e serviços da ONCASE, não hesite em nos contatar (ou à própria ONCASE)!

